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As alterações climáticas no mundo no início de 2018

por Redação Momento Critico 26/02/2018

As alterações climáticas que vimos no início de 2018 estão longe da normalidade. Por muito tempo, o planeta seguiu naturalmente seu curso. A primavera era a época das flores, o verão de calor, inverno frio e o outono, o momento de nossa flora se refazer, ou seja, tudo estava em seu devido lugar. Foi assim até os seres humanos interferirem.

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A instabilidade climática hoje no planeta é visível, e muito estranha. O inverno no hemisfério norte tem sido extremamente rigoroso no início de 2018. As tempestades e nevascas este ano causaram cerca de vinte mortes, na Europa e nos Estados Unidos.

O Presidente Trump, em tom de ironia disse estar sentindo falta do aquecimento global.

O frio extremo que assola o hemisfério norte tem causado imensos transtornos. Para você ter uma ideia da situação atual. Uma das tempestades de neve que assolaram os Estados Unidos, forçou o fechamento do aeroporto de Washington, uma das principais cidades do país e  colocou mais quatro estados em situação de emergência.

Nova York chegou a registrar setenta centímetros de neve. Em Massachusetts, ventos de 100km/h. Como consequência; visibilidade praticamente nula.

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As cataratas do Niágara congelaram.

O Departamento Policial da Virginia registrou cerca de três mil acidentes de trânsito e ainda, deixou centenas de motoristas completamente presos em seus veículos devido à densidade da tempestade.

As cidades que determinaram estado de emergência, além da própria capital americana, foram: Filadélfia, Delaware, Maryland, Virgínia Ocidental e Virgínia.

 

Alguns paises afetados pelo frio extremo de 2018

Alemanha.

As coisas não andaram muito bem lá pelos lados do continente europeu. As nevascas intensas unidas à temperatura que chegou aos 30 graus negativos trouxeram muitos transtornos aos alemães. O país registrou diversos colapsos no tráfego aéreo.

O terceiro aeroporto mais movimentado do país, Düsseldorf, fechou durante algum tempo devido às consequências climáticas. Já um dos principais e maiores do país, de Frankfurt, tem sofrido com diversos atrasos, cancelamentos e até mesmo desvios para outros aeroportos com melhores condições de locomoção.

Polônia.

Na Polônia existem registros de temperatura na casa dos vinte graus negativos. O frio causou a morte de muitos sem teto e moradores de rua. A Polícia fez um apelo para a população para que ajudem essas pessoas para evitar mais mortes. A Polícia polonesa atualmente tem trabalhado na localização de casas desabitadas e parques em busca de moradores de rua.

O frio extremo atingiu toda a Europa.

Para você compreender a magnitude do sofrimento dos europeus, alguns dias atrás os trens da Eurostar que liga Londres a Paris foram completamente desligados devido a panes que acometeram o transporte, forçando cerca de duas mil pessoas a passarem a noite no Eurotunel.

Cerca de vinte e quatro mil pessoas ficaram bloqueadas de ambos os lados do Canal da Mancha.  No entanto, os trens de alta velocidade que chegam a 300km/h, estão rodando com velocidade reduzida para evitar novos acidentes, isto, na França, Holanda, Áustria e Bélgica.

Diversos aeroportos do continente europeu fecharam suas portas devido ao mal tempo. Bruxelas, Liège, Charleroi e Heathrow, Reino Unido, o maior do país, informou aos seus usuários de cancelamentos e atrasos. Já o de Manchester, anunciou o fechamento total devido ao mau tempo.

 

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Neve no deserto do Saara

 

 

Segundo estudiosos uma massa rara de ar gelado chegou a cidade de Ain Sefra, o que resultou na cobertura branca de muitas dunas, no decorrer do dia e com o aumento do calor, a neve derreteu. Vale lembrar que as noites nos desertos são frias e não quentes como no decorrer do dia.

 

 

Essa é quarta vez em trinta e sete anos que a cidade de Ain Sefra, mais conhecida por ser a porta do deserto do Saara, sobre com uma nevasca.

 

Climatologia ou Meteorologia?

Algumas pérolas sempre acabam saltando aos ouvidos do mundo em momentos delicados como este. E a bola da vez é ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que negou esse tal negócio de aquecimento global e que não entende nada a respeito de meteorologia e clima. Enfim, vamos focar na atual onda de frio que na verdade é provocada pelo aumento terrestre das temperaturas medianas.

Todo mundo fala sobre, e teme “esse tal” aquecimento global, não é verdade? Aquecimento global, nos dá a ideia de aquecimento, de calor e não esse frio que tem causado tantos problemas para os Estados Unidos e para o norte ocidental da Europa.

Foi tal “lógica” que iluminou uma das mentes mais poderosas do mundo e que o inspirou a fazer piada referente a farsa do aquecimento global. Afinal de contas, era para estar quente e não frio, concorda?

Existem duas ciências que estudam o tempo. A meteorologia e a climatologia. Os meteorologistas observam aquilo que ocorre dentro de um tempo ou espaço limitado, ou seja, um meteorologista, pode facilmente falar a respeito de um ciclone ou furacão que varre determinado local. É um acontecimento, um fato.

Já os climatologistas, são cientistas que observam as variações climáticas e que, além de explicar o presente, ainda criam estimativas de realidade climática. Veja esse paradoxo. Enquanto alguns países sofrem com o frio, outros sofrem com o calor em excesso, que gera incêndios ou até mesmo variações na natureza do local.

Frio e calor? Como pode isso?

 

Isso pode ser explicado facilmente com a expressão;  vórtice polar. Esse fenômeno da natureza nada mais é que um anel de ventos contínuos que circulam pelo Polo Norte e acabam mantendo em altas latitudes o ar mais frio.

Por  causa do aquecimento global mais, a fusão do gelo polar Ártico, esse vórtice diminui a intensidade, gerando uma amplitude maior, mais profunda e ainda conta com a possibilidade de se romper. As ondas profundas acabam levando as massas polares na direção e latitudes inferiores e as de ar temperado, ou seja, mais quentes, na direção norte.

O vórtice polar influencia o andamento das correntes de ar, conhecidas como, jato (jet streams). Para ficar mais fácil de compreender, esses jatos assemelham-se a rios de ventos que percorrem no alto da atmosfera. Apesar de tiras finas, são velozes e fortes e influenciam grandemente nos padrões climáticos.

Segundo um artigo da climatologista Marlene Kretschmer e sua equipe. Ela concluiu que houve um enfraquecimento do vórtice polar ocasionando invernos mais rigorosos na Europa e nos Estados Unidos. Ou seja, aquilo que estamos vendo hoje em dia, nada mais é, que o enfraquecimento do vórtice polar.

O frio que assola os Estados Unidos e a Europa chega a temperaturas inferiores das sazonais, ou seja, são muito inferiores que o normal.

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Tão frio quanto Marte

 

Os tabloides americanos chamam atenção para o fato de a temperatura estar mais baixa que em Marte. Prova disso são os efeitos impressionantes ocorridos devido ao vórtice polar, por exemplo. A Atlantic White Shark, situada em Massachusetts, é um organização voltada à vida dos tubarões brancos. Alguns biólogos do local encontraram na praia três tubarões raposas congelados.

Isso mesmo, três tubarões raposas congelados, dá para acreditar nisso? Segundo esses biólogos, os animais morreram congelados devido a um choque térmico que causou uma parada cardíaca nestes animais.

 

No Brasil

Por aqui não existem relatos agravantes a respeito da influencia do vórtice polar. Mas vale a pena chamar atenção para as variações climáticas que estamos vivendo e lembrar que, aqueles que estão mais próximos dos trópicos, estão em regiões mais temperadas, mas, devido a essa variação climática, o calor está bem mais ameno.

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