Home Mundo agora As potências nucleares do mundo em Xeque

As potências nucleares do mundo em Xeque

por Redação Momento Critico 12/02/2018

O mundo com suas potências nucleares atuais, está caminhando para uma direção muito perigosa neste início de 2018.

Os desentendimentos entre Coreia do Norte e Estados Unidos diminuíram. Ao menos é o que aparenta, comparativamente com o segundo semestre de 2017, quando os olhos do mundo estavam voltados para notícias diárias envolvendo Kin Jong-un e Donald Trump.

Apesar das hostilidades entre os dois protagonistas ter diminuído, o perigo não acabou. Pelo contrário. No início do mês de fevereiro, a administração Trump em sua análise de como deve se portar a tecnologia para armas nucleares americanas e como elas podem ser usadas; apresentou o documento NPR “Nuclear Posture Review”.

 

O foco desse documento é modernizar o arsenal nuclear americano, já que muita tecnologia ainda data da época da Guerra Fria.

 

A última revisão desse documento foi feita em 2010 na administração Obama. Assim que Donald Trump assumiu o governo americano, mandou sua equipe elaborar nova revisão.

potências nucleares

Modernização e reconstrução do arsenal nuclear americano.

 

Há alguns dias disse Donald Trump que, os Estados Unidos devem modernizar e reconstruir seu arsenal nuclear, com esperança que nunca seja usado, mas tornando-o tão  poderoso que impedirá qualquer agressão por parte de qualquer outra nação ou pessoa.

 

Quando o presidente americano colocou isso, ele abriu um leque muito maior de possibilidades, com isso a Coreia do Norte deixa de ser o único país que o presidente americano com suas provocações de “quem tem o botão atômico maior” como vimos no artigo : Relógio do fim do mundo marca 2 minutos para meia noite; focou.

 

Agora Trump nomeia novos “inimigos potenciais”, quando diz qualquer outra nação.

 

Assim entram na pauta: a China, com sua modernização tecnológica e recursos gigantescos. O Irã que há bastante tempo todos sabem que tem tecnologia nuclear, apesar que assinou acordo de não utilização e não demonstra sinais de não querer deixar esse acordo e talvez, mais importante que todos, a Rússia.

potências nucleares

Kanyon ou Status-6, o super míssil atômico russo

Trump acredita que o país “está sendo alcançado” em seu poderio bélico nuclear por outros países como Russia e China. Devido ao abandono e falta de investimentos por anos da administração Obama.

 

potências nucleares

Assim, o presidente americano deixa de alfinetar apenas a Coréia do norte e passa a citar outros países com poderio bélico gigantesco de forma insana e imprudente, quanto a o que isso poderia ocasionar.

 

No novo NPR, foi citado o artefato que até então era secreto. O Sistema oceânico multipropósito Status-6.

 

O Status-6 ou Kanyon como ficou conhecido pelos americanos, é uma arma desenvolvida pela Russia, que foi projetada para ser transportada por um drone submarino movido a energia nuclear. Com isso se torna praticamente indetectável. Pode viajar a distância de mais de 10 mil quilômetros desta maneira.

 

A arma atômica transportada por este drone é a mais potente que se tem notícias. Uma bomba de 100 mil megatons ou DUAS vezes mais potente que o maior artefato termonuclear já testado, a Bomba Zar (Tsar Bomb).

 

potências nucleares

Kanyon ou “bomba do Tsunami” como está sendo popularmente chamada, foi projetada para atingir cidades litorâneas, e com sua potência, dizimaria instantaneamente 8 milhões de pessoas e feriria cerca de 6,6 milhões em uma cidade como Nova Iorque, por exemplo.

 

 

A área de detonação ficaria estéril e inabitável por 100 anos ou mais.

 

 

Implicações insanas e irresponsáveis

 

O novo NPR americano deixa claro que o governo, e o povo americano devem investir para desenvolverem bombas mais potentes ainda que o Kanyon. Transparece que, o poder é ditado por quem tem o botão maior. Irresponsavelmente não pensando no que acontece DEPOIS da detonação de um  artefato termonuclear em qualquer lugar do mundo.

 

O presidente americano, em sua ânsia de administrador. Querendo sempre estar à frente de todos os concorrentes, não entende que nesse mundo, onde é visto como o homem, a personalidade mais poderosa do mundo, precisa ter cautela em suas atitudes, em suas decisões. Não pode e não deve de maneira nenhuma provocar outras nações com poderio bélico e inteligência suficientes para, de alguma forma, se sentirem ameaçadas ou desafiadas.

 

Os Estados Unidos tem sim; poderio, verbas e tecnologia para ser considerada a nação mais poderosa do mundo. Isso todos sabemos. Mas o presidente não precisa gritar isso aos quatro ventos. Pois, para muitas culturas isso será visto como provocação.

 

A Russia possui poderio bélico similar ao americano, possui tecnologia similar. O que falta é a verba americana, mas isso pode ser visto apenas como um detalhe.

 

A China da atualidade, possui muita verba e desenvolveu sua tecnologia. Com o posicionamento do governo americano a China se sentirá incitada a investir sua verba e tecnologia em aprimoramento e desenvolvimento de novas armas bélicas.

Quando o governo americano indica que pretende melhorar;  desenvolver armamento nuclear. A China não pensará em desenvolver fuzis, mas desenvolverá armas nucleares.  Pois não tem motivos em ser a única a ficar atrás, pois tem capacidade para mais.

potências nucleares

O que esperar

 

O governo Trump, devido ao perfil “administrador agressivo” que todos sabemos possui, incita a concorrência. Não existem meias palavras. Trump deixa claro que gosta de desafios. Suas frases são provocativas. Quanto mais o concorrente demonstra que pode alcançá-lo, mais ele investe para deixar a concorrência para trás.

Faz questão de deixar isso claro. Olha para trás e diz: “perdedor”. Não gosta, não admite segunda colocação. O que vai determinar o futuro do mundo neste jogo de xadrez entre as maiores potências nucleares será: como os segundos, terceiros, quartos colocados, etc., lidarão com a situação. Russia, China, Irã, Coreia do Norte, não necessariamente nesta ordem,  estão na disputa, sempre um pouco a frente ou atrás. Dependendo da situação.

 

De vez em quando uma destas nações aplica uma jogada de efeito. “Xeque!”

 

O problema é que uma hora alguém estará disposto a não fugir e recomeçar o jogo, mas pode aplicar um “Xeque-mate”.

Notícias Relacionadas

Gostaríamos de saber a sua opinião. Comente!