Home Vulcões Campos Flégreos – Após 500 anos de repouso, Supervulcão italiano está prestes a despertar!

Campos Flégreos – Após 500 anos de repouso, Supervulcão italiano está prestes a despertar!

por Redação Momento Critico 25/01/2018

Estudo publicado em 2016 no jornal Nature Communications apresenta resultado polêmico e assustador: Supervulcão de Campos Flégreos, localizado na cidade de Nápoles – Itália, está prestes a despertar depois de mais de 500 anos adormecido.

Após esta descoberta assustadora a região de Nápoles, em especial os Campos Flégreos, está de sobreaviso.

No ano de 2017 foi realizado novo estudo para averiguar a situação e acompanhar os próximos passos do Supervulcão.

Já pensou morar em um lugar prestes a explodir? Veja tudo sobre este perigo aqui!

Boa leitura!

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O estudo e os Campos Flégreos

Estudo concluído em 2016 revelou, para o terror de toda a Europa. O Supervulcão Campos Flégreos está em processo de reativação

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Bologna e contou com a participação de grandes estudiosos em vulcanologia de todo o mundo. O estudo demonstrou que a cada dia que passa as atividades do Supervulcão estão mais intensas e que o momento da possível erupção está cada vez mais perto.

Os resultados desta pesquisa apontam para uma situação preocupante para toda a Europa. “O processo de reativação está bastante adiantado”, diz um dos autores do estudo. Aparentemente, estamos no momento em que o magma começa a esquentar toda a estrutura dos Campos Flégreos. O Supervulcão já está liberando gases e deformações no solo vêm sendo percebidas na região desde o ano de 2012.

Campos Flégreos despertando

As deformações que vêm sendo percebidas no solo da região são resultado do movimento de fluidos do subsolo. Um forte indicativo do processo de reativação de vulcões. Parece que não há muita dúvida sobre os resultados. Os indícios são claros: Campos Flégreos está despertando!

As atividades de Campos Flégreos estão levando as rochas de toda a região a perderem sua resistência mecânica. Na vulcanologia, ciência que estuda as atividades e processos dos vulcões, a resistência mecânica das rochas de uma região é um dos últimos mecanismos de proteção antes da erupção. Parece que a situação não vai nada bem para a região de Nápoles!

Após conclusão deste estudo, novas pesquisas foram realizadas durante todo o ano de 2017. Esses estudos secundários contaram com o objetivo de acompanhar o processo do vulcão e garantir que a região não seria pega de surpresa.

Uma das equipes de pesquisa localizou, na segunda metade de 2017, a fonte de magma que alimenta o Supervulcão Campos Flégreos. O estudo foi realizado por cientistas consagrados no campo da vulcanologia da Universidade de Aberdeen, juntamente com a Universidade do Texas e com o Observatório Vesuviano INGV. Este segundo estudo foi publicado ainda no ano de 2017 na revista internacional Scientific Reports.

A região de Nápoles

A região de Nápoles é um ponto turístico importante do continente europeu e uma das cidades mais importantes da Itália. A estimativa mais recente apontou para uma população de quase 4 milhões e meio de pessoas apenas na região metropolitana de Nápoles.

Nápoles é a 3ª cidade mais populosa da Itália, ficando atrás apenas de Roma e Milão, e a segunda maior região metropolitana do país. A sua área total conta com 117 km², 50% mais extensa que a capital capixaba, Vitória. A cidade de Nápoles é mundialmente conhecida por sua história, cultura, música e por ser o berço da pizza.

O centro histórico de Nápoles é Património Mundial da UNESCO

A região, também conhecida como zona dos Campos Ardentes, localiza-se próximo ao mar e é cercada por área residencial. Não parece ser o lugar mais indicado para ter um vulcão prestes a entrar em erupção, não é mesmo?

Muito próximo à esta região, encontram-se as famosas Solfataras de Pozzuoli. As Solfataras de Pozzuoli são poças enormes de lama em alta temperatura que percorrem as profundezas do subsolo e chegam à superfície para estourar. Toda a região exala um forte odor de enxofre. O odor e a visão deste local são bastante desagradáveis. É uma região que parece agradar os turistas, uma vez que é um dos pontos mais visitados da Itália.

Caso você não tenha feito a associação histórica, é nesta mesma região de Nápoles que está o Vesúvio. O Vesúvio é aquele vulcão que ficou mundialmente famoso por ter destruído a cidade de Pompeia  no ano de 79 da Era Cristã.

Toda esta área é, na verdade, uma caldeira com um imenso complexo de vulcões subterrâneos. A região de Nápoles conta com histórico bastante preocupante no que tange a catástrofes naturais.

Campos Flégreos

Faz exatamente 480 anos que ocorreu a última erupção de Campos Flégreos, uma vez que o episódio foi datado em 1 538. Esta erupção foi uma das mais leves de sua história e, ainda assim, teve intensidade suficiente para formar uma montanha.

O Monte Nuovo, resultado deste episódio, conta com mais de 130 metros de altura. O que significa que é maior que um prédio de 40 andares!

Campos Flégreos conta com uma história muito antiga de erupções e destruição em massa. Há cerca de 40 mil anos houve outra erupção, dessa vez mais intensa. Esse evento espalhou mais de 300 km³ de cinzas por uma região. Duas vezes maior que a cidade de Aracaju, capital do Sergipe.

A quantidade de lava propagada nesse episódio é suficiente para encher até transbordar mais de 100 milhões de piscina olímpicas!

Vale destacar aqui que Campos Flégreos não é constituído por uma montanha, como a maioria maçante dos vulcões ao redor do mundo. Seu poder de destruição está justamente no fato da região contar com uma área de 13 km de atividade vulcânica. São mais de 20 caldeiras de vulcões, fontes termais e toda uma região abarrotada de magma, sendo assim classificado como um supervulcão!

É como se toda a área urbana de uma cidade pequena estivesse prestes a explodir!

Apesar de ser extremamente difícil determinar com certeza o momento da possível erupção de um vulcão, está cada vez mais nítido que o momento da libertação de gases magmáticos quentes está chegando para a cidade de Nápoles.

O governo italiano está em estado de alerta desde a divulgação desses resultados. O nível ameaça da região, até então demarcado como “verde”, passou a ser categorizado como “amarelo” desde o ano de 2016. Isso significa que a região necessita de investigação e monitoramento constante.

Em especial este monitoramento deve contar com o auxílio de novos estudos para acompanhamento da situação.

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