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A crise entre Israel e Líbano

por Redação Momento Critico 28/02/2018

Em um mundo cada vez mais globalizado, tal informação nos mostra que a crise entre Israel e Líbano, vem crescendo cada vez mais e, infelizmente, sem possibilidade viável de paz.

crise entre Israel e Líbano

 

Quando a questão entre Israel e Líbano começou?

Quais as razões?

O que os demais países influenciam nas negociações, ou, tentativas de paz.

 

Este conflito já existe há muito tempo. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, que foi uma época marcada pela descolonização. Teve início pela autodeterminação de Israel em se denominar um Estado. Os vizinhos não gostaram muito dessa ideia. Principalmente os palestinos.

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Datas e início

 

Um pouco a respeito do início desses conflitos. Datas históricas e fatos que culminaram uma crise entre esses dois países.

 

1897 – os judeus voltam para a Palestina e é fundado o movimento sionista;

1917 – Os britânicos ocupam Jerusalém e é assinado a Declaração de Balfour;

1918 a 1939 – A Segunda Guerra Mundial leva mais Judeus de volta para a Palestina; com o fim do Império Otomano a Palestina fica sob responsabilidade do Reino Unido;

1919 – É assinado o acordo Faisal-Weizmann;

1947 – A ONU para dar um fim a crise no território decide dividir a região entre árabes e judeus, mas os palestinos rejeitaram pelo simples fato de darem a maior e mais rica parte do território aos judeus.

1948 – Com a saída dos britânicos da região, os judeus anunciam o Estado de Israel. Com essa proclamação o conflito se intensifica com a guerra árabe-israelense. Os países envolvidos na guerra pela independência de Israel, foram: Egito, Líbano, Jordânia, Iraque e Síria. Os palestinos acabam ficando sem território, enquanto o Egito domina a Faixa de Gaza e a Jordânia, Jerusalém oriental e as regiões da Gisjordânia.

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1956 – Começa a guerra de Suez;

1964 – É criado a OLP pelos palestinos;

1967 – Começa a guerra dos Seis Dias, momento em que Israel ocupa algumas regiões da Faixa de Gaza, Colinas de Golã, Cisjordânia, Monte Sinai e Jerusalém Oriental. Momento em que muitos palestinos acabam procurando abrigo nos países vizinhos.

1973 – Inicia a guerra do Yom Kippur;

1973 – Outra guerra marcando o solo, desta vez no Monte Sinai;

1977 a 1979 – Egito e Israel assinam um tratado de paz e o território de Sinai é devolvido para os Egípcios;

1982 – Invasão dos Israelenses ao Líbano;

1987 – Inicia a primeira Intifada;

1988 – É aceito o Plano de Partilha da Onu em vez da Intifada pelo Conselho Palestino;

1993 – Em Oslo foi acordado a paz e foi criado a Autoridade Palestina, Yasser Arafat estava a frente do tratado;

2000 – Com a visita de Ariel Sharon se inicia a segunda Intifada;

2001 – Ariel Sharon se torna primeiro ministro de Israel;

2002 – Tratado de paz chamado “Road Map for Peace” com os países: Nações Unidas, Rússia, União Européia e Estados Unidos;

2004 – Construção do muro da Cisjordânia;

2004 – Falece Yasser Arafat, Mahmud Abbas fica em seu lugar; Israel destrói assentamentos palestinos na região da Faixa de Gaza;

2005 – Israel tira suas tropas da região de Gaza devido a Lei de Implementação do Plano de Evacuação.

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A crise, hoje em dia.

 

Infelizmente uma nova crise se abate no Oriente Médio, bombardeios de Israel já mataram dezenas de pessoas.

O início da nova crise.

 

A crise se iniciou com um ataque do grupo Hezbollah a Israel que teve como resultado a morte de oito soldados israelenses e mais dois capturados. Tal ato foi encarado como uma ação provocativa e a mídia diz que foi um ato de afronta do Hezbollah para testar o primeiro ministro israelense, Ehud Olmert que não tem experiência com crises militares.

 

Hassan Nassrallah, líder do grupo libanês, afirma que os soldados aprisionados são uma forma de pressionar o governo de Israel para a libertação de milhares de palestinos em cativeiro.

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A reação de Israel

 

Os Israelenses combatem em duas frentes e consideram a invasão do Hezbollah um ato de guerra. O ataque foi respondido com bombardeios, ataques terrestres e com bloqueios marítimos, e a promessa das ações fazerem o país voltar aos anos 20 do Líbano.

 

O objetivo da ação faz uma referência ao ocorrido em Gaza, que é pressionar não somente o governo como a população do Líbano. Além de registrar um número alto de baixas civis, ainda foi contabilizado um número alto de danos severos na infra-estrutura, como por exemplo: usinas de energia elétrica, aeroportos e estradas.

 

O resultado do conflito já atingiu Haifa que é a maior cidade do país. Israel com sua resposta aos conflitos teve criticas internacionais e o Hezbollah, continua atacando Israel. Depois de tantos anos de conflitos e pequenos períodos de silêncio, não sabemos até quando os países envolvidos continuarão sem chegar a um acordo, ou se um dia terão paz.

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