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As Cruzadas

por Redação Momento Critico 17/05/2018

CruzadasOs movimentos militares realizados pelos cristãos eram chamados de Cruzadas e tinham como finalidade seguir para a Terra Santa, ocupá-la, protegê-la e mantê-la sob o governo cristão.

Tudo começou no século VII com o surgimento de uma nova religião monoteísta no Oriente Médio. Religião difundida pelo profeta Maomé, o Islamismo. No final do século XI, crescera de tal forma que começou a reivindicar seus lugares sagrados. Por coincidência, estes locais sagrados eram os mesmos dos cristãos.

O mais sagrado de todos os locais tanto para os cristãos quanto para os islâmicos e ainda, para os judeus, era a cidade de Jerusalém, sagrada por todos por estar ligada diretamente a Jesus Cristo. Esta cidade e as cidades próximas fazem parte da chamada Terra Santa, palco de diversos conflitos desde a Idade Média até a atualidade.

A designação: “Cruzada” não foi o termo utilizado na época dos conflitos. Naquela época era conhecido por outras denominações. Esse termo provavelmente foi cunhado pelo fato dos soldados serem chamados de soldados de Cristo e se diferenciavam pela cruz estampada em suas roupas e até mesmo em suas espadas.

Na época que ocorreram, os conflitos eram chamados pelos europeus de Guerras Santas ou peregrinações. Pelo povo que vivia no Oriente Médio, esses conflitos eram conhecidos como invasões francas pelo fato do exército cruzado ser proveniente do Império Carolíngio e também por se denominarem francos.

 

Os motivos

Uma das justificativas da Igreja Católica pelas investidas com seus cruzados era a reconquista da Palestina, Terra Santa, que na época estava ocupada pelos mulçumanos. Entretanto, segundo alguns historiadores, na verdade as investidas foram apenas uma desculpa para conquistar mais terra para a Europa Feudal que na época sofria com a falta de alimento da população.

Ao todo foram oito cruzadas que tiveram a participação de senhores e reis de diversos países da Europa cristã entre os séculos XI e XIII. Foi durante esse período que a Igreja criou a Ordem da Cavalaria para combater os infiéis e proteger as fronteiras.

Cruzadas

Veja abaixo um resumo de cada uma das cruzadas:

 

1096-1099 – Primeira Cruzada

Cerca de 250 mil cruzados, comandados por Godofredo de Bulhão, conquistaram estados menores dos Turcos e também, Jerusalém, no entanto, Jerusalém foi reconquistada pelos turcos em 1187.

 

1147-1148 – Segunda Cruzada

A segunda cruzada não teve muitos resultados positivos. Foi organizada por Conrado III da Alemanha e Luis VII da França.

 

1189-1192 – Terceira Cruzada

Essa cruzada é conhecida pelo nome de Cruzada dos Reis devido aos reis que se uniram para reconquistar a Terra Santa com apoio do Papa Inocêncio III, os reis envolvidos foram: Filipe Augusto (França), Frederico Barba-Roxa (Sacro-Império) e Ricardo Coração de Leão (Inglaterra).

Vale destacar que, Barba-Roxa venceu os mulçumanos, mas acabou morrendo logo em seguida. Ricardo Coração de Leão, acabou se tornando amigo de Saladino e deixou a cidade Santa nas mãos do sultão.

 

1202-1204 – Quarta Cruzada

Nesta cruzada, seu líder, Balduíno de Flandres, conseguiu chegar a Constantinopla, mas desistiu tentar chegar até a cidade de Jerusalém, e assim não alcançou seus objetivos.

 

1228-1229 – Sexta Cruzada

Nesta investida a cidade de Jerusalém foi conquistada por Frederico II e até ganhou o título de “rei de Jerusalém”, entretanto, no ano de 1234 foi reconquistada pelos muçulmanos.

 

Cruzada Infantil

Como as crianças eram vistas como puras e sem pecados e que poderiam ser recompensadas por Deus, foram convocadas, porém, acabaram sendo vendidas como escravas.

Cruzadas

O fim das cruzadas

Nenhuma das cruzadas conseguiu o resultado esperado e depois de dois séculos foram deixadas de lado.

 

Suas consequências

  • O comércio entre o Oriente e Ocidente foi incentivado;
  • O comércio fez renascer o lado urbano;
  • As navegações foram desenvolvidas;
  • Servos deixaram os feudos para se unir as cruzadas;
  • Morte de milhares de pessoas pela peste e pelas lutas;
  • Gastos exorbitantes dos nobres e suas campanhas.

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