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Depois do meteoro de Michigan, devemos temer novos eventos?

por Redação Momento Critico 22/01/2018

O meteoro de Michigan, explodiu na atmosfera terrestre no início deste mês e foi notícia no mundo todo.

Também este mês um asteroide passou relativamente perto da terra, tendo sido descoberto apenas seis dias antes. Isso pode parecer assustador, mas não seria comum se um asteroide colidisse com o planeta,

Cada ano cerca de 50000 toneladas de material extraterrestre (rochas e poeira), atingem nosso planeta. Esse material chega a nós em partículas pequenas. Embora os cientistas possam identificar asteroides grandes (com mais de um quilômetro de extensão), com facilidade, existe algum risco, quando somos atingidos por corpos menores?

Devemos nos preocupar?

Hoje em dia é amplamente aceito pela comunidade científica que os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos por um impacto de asteroide. As mudanças ambientais que ocorreram na época:

Um rápido aumento da temperatura atmosférica.

Incêndios florestais globais.

Temperaturas baixas.

A acidificação das águas dos oceanos.

Foram consequência do impacto do asteroide e de seu tamanho. Acredita-se que aproximadamente ele tivesse10 quilômetros de extensão.

Na terça-feira dia 15 de janeiro de 2018, o meteoro de Michigan, assim denominado, adentrou na atmosfera terrestre, sendo visto nos Estados de Michigan e Illinois, explodindo com força suficiente para gerar um terremoto local com magnitude 2.0.

asteroid

O ASTEROIDE DE CHELYABINSK

Há quase cinco anos um objeto com aproximadamente 20 metros de diâmetro riscou os céus de  Chelyabinsk na Russia. Uma bola de fogo imensa cruzou os céus e foi vista pelas pessoas a caminho do trabalho. A manhã escura rapidamente iluminou-se e quem viu, achou que era um míssil.

A rocha explodiu na atmosfera, muitos fragmentos espalharam-se pela região. O maior deles, com 600 quilogramas, foi recuperado  vários meses depois em um lago congelado. Cerca de 1200 pessoas sofreram ferimentos leves. As lesões vieram principalmente de vidro de janelas quebradas devido a onda de choque causada na atmosfera.

Os habitantes da região de Chelyabinsk tiveram sorte. Nenhuma cratera foi criada pelo asteroide porque explodiu em pedaços a cerca de 30 quilômetros de altura. A força da explosão foi de cerca de 500 quilotons, para efeitos de comparação, a bomba atômica de Hiroshima possuía força de 13 quilotons.

Para um asteroide causar uma cratera tem que chegar no mínimo há 50 metros da superfície terrestre.

O asteroide de Cheliabinsk foi o maior corpo celeste a atingir a Terra desde o “evento de Tunguska, em 1908”. Até onde se sabe; o único registrado com tantas vítimas. A reconstrução de sua trajetória indica que ele pertencia ao grupo de asteroides denominados Apollo, que orbitam de forma perigosa as proximidades da Terra.

chelyabinsk

MONITORANDO AMEAÇAS

Existem vários programas internacionais de observação usando telescópios automatizados, especificamente dedicados ao mapeamento de “Objetos Próximos a Terra”. Asteroides com aproximação de menos de 1.3 Unidades Astronômicas – uma Unidade Astronômica equivale a distancia entre a Terra e o Sol.

Um marcador é mantido para “Objetos Potencialmente Perigosos”, que são objetos próximos da Terra, com mais de 150 metros de diâmetro e com órbitas que cruzam com a órbita terrestre. Felizmente, praticamente todos esses objetos estão em órbitas estáveis e não são classificados como perigosos.

Hoje em dia, asteroides com tamanho de até cinco metros de diâmetro podem ser observados.

Mas, como vimos no evento de Chelyabinsk, alguns podem passar despercebidos, em parte porque alguns objetos podem entrar na atmosfera terrestre em ângulos muito baixos em relação ao Sol.

O que importa é que hoje, comparativamente a 10 anos, temos muito melhor tecnologia para observar tais objetos.

A cada dia essa tecnologia é aprimorada.

É interessante notar o número de detecções de Objetos Próximos da Terra.

No final de dezembro de 2017, o Minor Planet Center possuía em seu banco de dados o registro de mais de 17500 objetos detectados. Mais 28 foram anotados somente em dezembro de 2017.

Um dos principais problemas da civilização humana é que. Enquanto nos tornamos incrivelmente eficientes na detecção de Objetos Próximos da Terra, ainda não podemos fazer absolutamente nada se detectarmos algum objeto potencialmente perigoso em rota de colisão.

Por enquanto, os pequenos asteroides podem representar algum perigo potencial, a ameaça é mais regional do que a de asteroides maiores. Então, não há necessidade, ainda, de começar a armazenar comida e água, contra morte iminente por ataque de asteroides. As 50000 toneladas de material espacial que atingem a Terra todos os anos, caem principalmente como grãos de poeira, com menos de meio milímetro de diâmetro.

Como todos ainda estamos aqui. Ao menos enquanto redigimos o texto; concluímos que até o presente momento, não temos detectado nenhum risco para a humanidade devido a queda de algum asteroide.

Continuaremos atentos e observando.

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