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A greve dos caminhoneiros

por Redação Momento Critico 23/05/2018

greve dos caminhoneiros

No dia 21 de maio de 2018, teve início a greve dos caminhoneiros que até o momento, está conseguindo parar o Brasil.

Os aumentos nos preços do diesel, que subiu 8 %, somente esse ano, acarretaram indignação por parte da classe caminhoneira, os quais, decidiram parar e barrar todos e quaisquer caminhões nas estradas do País.

De um lado os caminhoneiros, que sabem o poder que tem, pois caso parem por qualquer tempo que seja, prejudicam o abastecimento de todos os produtos dos quais os brasileiros dependem. De outro lado, o governo que, alega os valores altos devido ao comércio exterior de combustíveis e alta do dólar.

Assim, os caminhoneiros indignados, pararam. Hoje, no terceiro dia da paralização, já sentimos os efeitos. O primeiro deles é o combustível, que não chega aos postos do interior dos estados. É uma grande ironia, pois os caminhoneiros que brigam pelo preço alto do Diesel, acabam causando primeiramente a paralisação de postos de combustíveis, pois infelizmente, a grande maioria do transporte rodoviário no País é efetuado por caminhões. Ao contrário de países desenvolvidos, onde o transporte por trens e navios é comum, no Brasil, não temos infraestura, por falta de planejamento e investimento nestes modais, tornando-nos assim, reféns dos transportes por caminhões.

Greves anteriores

greve dos caminhoneiros

Em 2012, foi a última greve geral dos caminhoneiros, naquela época novamente a briga era por causa do alto preço do diesel que havia subido 6% além de valor do frete e cartão frete e legislação sobre horário de trabalho. Naquela ocasião, a greve durou uma semana e acabou com a promessa do governo de criar uma mesa de negociações para discutir todas as requisições da categoria.

 

Antes desta greve a maior havia sido em 1999 quando 700 mil caminhoneiros pararam totalmente o transporte no Brasil e a greve somente acabou quando o governo de FHC, na época, ameaçou utilizar as forças armadas para liberação das rodovias. A greve foi curta, durou 3 dias apenas.

Efeitos da paralisação

A paralisação da categoria trás efeitos imediatos em praticamente todos os setores que dependem da categoria.

Como visto acima, o primeiro efeito é a falta de combustível nos postos, obrigando uma corrida para abastecimento. Em seguida a redução da frota de ônibus nas cidades, pois como não tem combustível nos postos, os ônibus diminuem, ocasionando lotação, agravada pelos brasileiros, que por falta de combustível, deixam seus automóveis em casa e se locomovem utilizando ônibus. Os aeroportos podem parar, caso não chegue querosene para abastecimento dos aviões.

Como os caminhões não transitam, tudo começa a parar e a faltar. Correios param, entregas de todo e qualquer produto param. Começa a faltar alimentos inicialmente alimentos perecíveis, como carne, verduras e frutas e em seguida os demais produtos. Os portos param, portanto toda mercadoria entrando ou saindo do País, para ou no porto, ou nos navios, ou no caminho para o porto. Ou seja, o País entra em um caos total.

Se a paralização se prolongar por uma semana, o comércio praticamente para e os preços começam a subir, pois quem tem, cobra caro. Como os ônibus e automóveis não rodam, os brasileiros não conseguem chegar ao trabalho. O desespero começa a fazer parte do cotidiano, pois ninguém sabe o que irá acontecer. A paralização poderá tomar dois rumos.

– O Governo cede

greve dos caminhoneirosO Governo Federal diz que os preços estão subindo devido a influências do exterior, os países produtores de petróleo estão subindo o preço do barril e devido a alta do dólar. Desta forma, nós, reles brasileiros, ficamos indignados, pois é tanto imposto nesse País que dá vergonha de ser brasileiro. Comparativamente com EUA e países da Europa, onde os impostos sobre os combustíveis, apenas como exemplo, são na casa dos 10 a 13% do valor, aqui no Brasil, a soma de todos os impostos cobrados gira entre 30 e 50% dependendo do Estado. É um absurdo. Caso o governo ceda aos caminhoneiros e demais classes que, com certeza, irão parar, o combustível volta aos valores que eram antes ou muito próximos e direciona a arrecadação bilionária de impostos em outros setores, como a indústria e o comércio, por exemplo.

– Os caminhoneiros cedem

Caso os caminhoneiros cedam, podem ter certeza que a inflação voltará.

Absolutamente tudo depende do transporte. Se os valores cobrados pela gasolina e diesel continuarem altos ou subindo, o reflexo será e todos os produtos. Como o valor do frete terá que subir para compensar os altos custos com combustível, aumenta o valor da passagem de ônibus, dos alimentos, vestuários, medicamentos, passagens aéreas e assim sucessivamente. A temível inflação voltará ao nosso País.

greve dos caminhoneiros

Conclusão

A greve dos caminhoneiros é legítima. Hoje completa três dias e a incerteza começa a fazer parte do dia a dia dos brasileiros. O governo parece tratar esse assunto com descaso, como disse acima, parece que não está nem aí para as consequências. Diz que “não há o que fazer”.

O dólar está subindo disparadamente. O barril de petróleo está da mesma forma, e nosso governo está mais perdido que surdo em bingo.

A nós, nos resta tentar manter a calma e acreditar que este País é um País de novela. “No fim, tudo dá certo”.

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