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O asteroide que extinguiu os dinossauros: o renascer de um planeta!

por Redação Momento Critico 27/01/2018

O asteroide que extinguiu os dinossauros na queda que ocorreu há 65 milhões de anos era gigante, muito provavelmente foi a causa naquela época. A rocha do espaço sideral atingiu a região que hoje é conhecida como Península de Yucatán, no México.

A queda desse asteroide não afetou exclusivamente os dinossauros. Na realidade, ele foi o responsável por praticamente fazer o planeta renascer das cinzas. Mas, antes de a vida retornar e continuar seu processo de evolução, houveram sérias alterações do globo terrestre.

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Após atingir a crosta terrestre, o asteroide serviu como dínamo propulsor para uma série de alterações climáticas que bloquearam os raios solares que deveriam chegar à superfície do planeta. Como consequência disso, a vida na Terra começou a ser extinta pouco a pouco.

A grande maioria das espécies de dinossauros que existia nesse período pereceu. Mamíferos de várias espécies também não conseguiram escapar da extinção. Sem sol, plantas não cresciam ou davam frutos e devido a nuvem de detritos que circundava o planeta, o próprio ar também sofreu alterações tóxicas e mortais.

Dentre os animais que, graças a Natureza, conseguiram escapar do mesmo evento que provocou a extinção dos dinossauros estão os mamíferos de pequeno porte. Estes, podiam se esconder no subterrâneo e conseguiam alimentar-se de insetos. Foram esses animais que cresceram, evoluíram e passaram a dominar o planeta no lugar dos dinossauros.

Porém, essa versão que costumamos aprender na escola pode ter sido diferente, e pior. Estudos paleontológicos mais recentes indicam que o asteroide que matou os dinossauros foi responsável também por extinguir a vida de cerca de 75% dos mamíferos que existiam até então.

Pesquisadores da Universidade de Bath (Reino Unido) apontam para números ainda mais alarmantes. Segundo eles, 93% das espécies de mamíferos não resistiu. Vale ressaltar que essa estimativa diz respeito tanto ao evento da queda do asteroide quanto as suas consequências.

Os pesquisadores de Bath publicaram um estudo no Jornal de Biologia Evolutiva no qual deixaram claro a resistência desses pequenos animais. Segundo eles, 300 mil anos depois da queda do asteroide já haviam conseguido se recuperar, sendo que o número de espécies que dominava a Terra praticamente dobrou entre eles. É importante lembrar que, na escala evolutiva, 300 mil anos não passam de um curto espaço de tempo.

O mundo após a queda do asteroide

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O impacto do asteroide que causou a extinção dos dinossauros provocou terremotos que, segundo estudos, chegaram a 11 pontos na escala Richter na região do México. No resto do planeta o processo de destruição continuou com terremotos de até 9 pontos. Megatsunamis surgiram após o impacto. Cientistas, até hoje, apontam que o tamanho das ondas assim como o grau de destruição foi tão grande que chega a ser incalculável.

Com o impacto, o magma do interior do planeta começou a jorrar até a superfície por meio de fendas gigantescas. Além disso, ainda havia os gases tóxicos que saíam dessas fendas e alteraram a composição química do ar.

Uma extinção em massa pode acontecer novamente?

Sim. Isso é inquestionável. O planeta Terra está sujeito a enfrentar uma nova extinção no futuro. Em 2016, por exemplo, a NASA lançou a sonda espacial Osiris-REx com o objetivo de analisar o asteroide Bennu. Alguns estudiosos do assunto apontam que ele poderá vir a chocar-se com a Terra em cerca de 100 anos. A previsão é de que a sonda retorne os resultados (fragmentos do solo) em 2023.

O fato é que, apesar de ser tamanha a tecnologia nos dias atuais, não existe um plano de ação efetivo em caso da possibilidade de uma próxima extinção por meio de um asteroide

Curiosamente, muitos apontam o uso de armas nucleares caso isso um dia aconteça. Um dos maiores problemas nesse sentido é que nunca se fez testes efetivos com bombas atômicas no espaço. Não há certezas sobre como se comportaria no vácuo ou ainda que prejuízos a radiação traria se caso atingisse a atmosfera terrestre.

O renascimento do Planeta Terra

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O cenário é devastador. Entretanto, depois de toda essa destruição e morte, o planeta conseguiu se recuperar. E isso mesmo se sofrer algo no futuro pior do que o que aconteceu com os dinossauros. É dramático, mas a ciência já deixou claro que, se não há extinção, não tem evolução.

Os dinossauros habitaram a Terra por cerca de 165 milhões de anos. Se eles ainda existissem, é bem provável que a raça humana nem tivesse surgido. Mas estamos aqui e talvez nem seja necessário outro asteroide para acabar com a espécie humana.

Alguns estudos realizados nos últimos anos têm colocado a nossa espécie como integrante ou muito próxima de fazer parte de listas de espécies passíveis de serem extintas no futuro pelos mais diversos fatores. Caso isso aconteça deixaríamos um enorme buraco no planeta, mas com o tempo, a Terra também daria um jeito de superar e adaptar a vida nessa nova fase.

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