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Relógio do fim do mundo avança 30 segundos e marca 2 minutos para meia noite

por Redação Momento Critico 02/02/2018

O Relógio do fim do mundo marca 2 minutos para o juízo final.

As ameaças de guerra nuclear entre Coréia do Norte e Estados Unidos, e aquecimento global, reajustaram o Relógio do fim do mundo que agora marca 2 minutos para meia noite.

Você sabia que foi inaugurado no fim da década de 1940 um relógio que é capaz de calcular o fim do mundo? O relógio do fim do mundo, como ficou conhecido, é atualizado anualmente. Ele leva em consideração riscos nucleares e climáticos, a fim de alertar a população mundial acerca das consequências catastróficas que corremos.

O ano de 1947 ficou marcado na história como o momento em que a ciência deu um de seus passos mais importantes no que tange à segurança mundial. O relógio Doomsday, conhecido como relógio do fim do mundo foi inaugurado neste ano.

Alex Wellerstein, especialista na história de armas nucleares no Stevens Institute of Technology, afirma que seria muito improvável que o relógio do fim do mundo não avançasse com a atualização de 2017.

Em entrevista ao The Washington Post, o especialista pondera que o Estados Unidos conta com membros do Congresso e Casa Branca, incluindo o presidente Trump, que vêem o futuro com uma guerra nuclear não apenas como provável, mas como desejável. Wellerstein entende a atual situação como incomum e perturbadora.

Quer entender melhor como o relógio do apocalipse, como também é conhecido, funciona?

Neste artigo você terá acesso à todas as informações sobre este relógio que esta alertando o mundo para um dos maiores perigos da história!

Boa leitura!

Relógio do fim do mundo avança 30 segundos e marca 2 minutos para meia noite

Relógio Doomsday. O Relógio do Fim do Mundo. Fique por dentro de tudo sobre esta ferramenta que está abalando o mundo!

 

Há mais de 70 anos as ameaças nucleares sofridas pelo planeta vêm sendo monitoradas pelo Boletim dos Cientistas Atômicos.

Todos os anos o relógio do fim do mundo é atualizado. A intenção é mostrar o quanto próximo estamos de um possível apocalipse nuclear. Nos últimos anos os aspectos climáticos foram inseridos na equação para atualização do relógio.

Ameaças nucleares e climáticas. Especialistas afirmam que estes são os dois aspectos mais relevantes quando falamos sobre o apocalipse e a sobrevivência da vida na Terra.

 

Relógio Doomsday. O Relógio do Fim do Mundo

O que é e como funciona

 

O Relógio Doomsday trata-se de uma ferramenta simbólica. O relógio foi inicialmente criado para alertar o mundo sobre os riscos que o planeta corre acerca de um possível apocalipse nuclear.

Devido à potência catastrófica das mudanças climáticas, esse aspecto foi inserido como fator de relevância no momento da atualização do relógio, pelo Boletim dos Cientistas Atômicos. Especialistas relatam que os terrores causados pela mudança climática são quase tão severos e perigosos quanto os riscos nucleares. De modo a também merecer nossa constante atenção.

Salienta-se que apenas uma vez na história o relógio do fim do mundo esteve com seus ponteiros tão próximos à meia noite. O ocorrido é datado de 1953, momento em que os Estados Unidos testaram seu primeiro dispositivo termonuclear e a União Soviética testou uma bomba de hidrogênio.

O risco do planeta sofrer um apocalipse nuclear não era tão alto desde o período da Guerra Fria

Relógio do fim do mundo avança 30 segundos e marca 2 minutos para meia noite

Bronson, especialista do Boletim dos Cientistas Atômicos, explica o que é levado em consideração no momento de configurar e atualizar o relógio do fim do mundo. “Costumamos responder duas perguntas básicas. O mundo está mais seguro ou está em maior risco do que há um ano?” Respondida esta primeira pergunta, o grupo de especialistas parte para a segunda. “Em comparação à toda a história do relógio, o mundo está mais seguro ou está em maior risco?”

 

O Boletim dos Cientistas Atômicos e o Relógio do Fim do Mundo

 

O Boletim dos Cientistas Atômicos foi fundado por veteranos do Projeto Manhattan. Seus integrantes são especialistas preocupados com os riscos nucleares à que o planeta vem sendo colocado.

Martyl Langsdorf, artista casada com um dos integrantes do grupo, criou o relógio do fim do mundo em 1947.

A organização conta com integrantes reconhecidos mundialmente e aclamados em suas áreas. O Boletim dos Cientistas Atômicos possui 15 prêmios Nobel, considerando todo seu conselho.

Os especialistas afirmam que o planeta não está simplesmente em maior risco hoje do que estava há um ano. Desde a Segunda Guerra Mundial o planeta não esteve em tão sério risco!

 

Bronson, presidente da organização, alerta que. “Chamar o atual cenário de terrível é subestimar perigosamente os riscos reais e o imediatismo à que todos estamos expostos”.

Relações Internacionais, o Relógio do Fim do Mundo e o Apocalipse Nuclear

Coreia do Norte e Estados Unidos

Em setembro de 2017, em discurso nas Nações Unidas, o presidente americano ameaçou publicamente “destruir completamente a Coreia do Norte”. Donald Trump defende sua primitividade e tesão pela violência alegando que esta é a única forma de defender seu país e seus aliados.

Kim responde à ameaça fazendo uso de insulto pessoal ao presidente. “Eu domesticarei o dotard mentalmente perturbado com fogo”. Salienta-se que o dicionário Oxford define dotard como. “Uma pessoa idosa e senil”.

Presidente norte-americano e ditador norte-coreano se envolvem cada vez mais seriamente em guerra de palavras e ameaças públicas. Diversos cientistas políticos alertam para os riscos dessa hostilidade, que parece estar sendo conduzida cada vez mais para o lado pessoal.

Rosner, especialista do Boletim de Cientistas Atômicos, acredita que estamos sob sério risco das armas nucleares mais potentes já vistas na história serem utilizadas. Seja intencionalmente, ou por erros de cálculo.

Os especialistas afirmam que Kim Jong Un, representante da Coréia do Norte, os mostrou seu novo míssil. Os pesquisadores relatam que o dispositivo é mais assustador do que eles imaginavam.

 

Novo míssil norte-coreano é mais assustador e mais perigoso do que jamais imaginado. É a arma mais tenebrosa conhecida pela história!

Relógio do fim do mundo avança 30 segundos e marca 2 minutos para meia noite

Após testes do míssil de Kim, especialistas passaram a chamá-lo de míssil balístico intercontinental. Estima-se que todo o continente americano esteja ao alcance do míssil. De modo que, o mesmo poderia facilmente atingir Washington, DC.

A distância existente entre a Coréia do Norte e Washington, DC é quase 3 vezes maior que a distância que separa a capital do Rio Grande do Sul da capital do Rio Grande do Norte. Atravessando todo o litoral do Brasil.

O novo brinquedo da Coréia do Norte tem potência suficiente para atravessar a distância entre Brasil e Canadá, passando por toda a América do Sul, Central e do Norte!

Relógio do fim do mundo avança 30 segundos e marca 2 minutos para meia noite

Kim ameaça Estados Unidos acerca de ataque nuclear. Donald Trump rebate dizendo que também possui “um botão em sua mesa de presidente, mas seu botão é maior e mais poderoso”. A troca de ameaças foi feita por redes sociais e compartilhada em todo o mundo.

 

 

Kim Jong Un e Donald Trump são como dois irmãos mimados implorando pela atenção da mamãe. O problema, nesse caso, é que os irmãos possuem brinquedos capazes de destruir o planeta

Donald Trump e o Relógio do Fim do Mundo

Especialistas do Boletim dos Cientistas Atômicos afirmaram. O motivo determinante que levou o relógio do fim do mundo a avançar 30 segundos em aproximação ao apocalipse foi a ascensão ao poder de Donald Trump.

Alguns dos cientistas mais ousados opinaram sobre sua conduta. Afirmam que Trump parece “ter prioridade em barrar qualquer progresso positivo tanto nas questões nucleares quanto climáticas”.

O presidente Trump tem demonstrado descrença. Inclusive, tem reagido de forma debochada em relação a ciência. O representante norte-americano faz piada e desconsidera qualquer achado científico que vá contra seus interesses ou sua ideologia.

Em entrevista à The New York Times, Lawrence Krauss – especialista do Boletim – afirma. “A conduta de Donald assemelha-se perigosamente à conduta de uma criança birrenta e carente por atenção”

 

A diferença fundamental entre os dois casos é que crianças não costumam ter acesso à brinquedos potencialmente mortais. Na mesma entrevista, Lawrence e David Titley dizem. Os comentários irresponsáveis e inconsequentes de Trump acerca do cenário nuclear vêm preocupando a organização desde sua candidatura.

Nunca antes a organização levou tão em conta posicionamentos de uma única pessoa para avaliar a atualização do relógio do fim do mundo. Consequentemente os riscos de um apocalipse nuclear. Todavia, quando essa pessoa é o presidente dos Estados Unidos e quando este demonstra irresponsabilidade e tesão por violência, é necessário que o mundo fique atento.

Pesquisa recente realizada por The Post aponta. Mais de 60% da população norte-americana não confia no presidente para lidar como uma autoridade responsável no que tange à aspectos de segurança nacional.

A mesma pesquisa demonstrou que 90% dos respondentes mais cautelosos demonstram preocupação real com a possibilidade de seu representante lançar um ataque.

De acordo com o modelo de candidatura norte-americano. Trump não foi eleito democraticamente pela população.  Consequentemente, pesquisas subsequentes demonstram que seu posicionamento não reflete a opinião dos americanos

 

E agora?

O Boletim dos Cientistas Atômicos faz questão de afirmar que o objetivo com o relógio do fim do mundo nunca foi desesperar a população. Pelo contrário. Seu maior objetivo sempre foi alertar as pessoas sobre os riscos com a aproximação do possível apocalipse.

Os integrantes da organização entendem que o alerta dado anualmente pelo Relógio Doomsday deve servir para motivar as pessoas a agirem.

Krauss dá um alerta à população mundial. “Pessoas do mundo. Se os governos não estão atuando de forma a proteger vocês, como deveria ser. Vocês precisam assumir a liderança”

Relógio do fim do mundo avança 30 segundos e marca 2 minutos para meia noite

O cientista lembra que ainda não é meia noite. Nem tudo está perdido. O relógio do fim do mundo tem duas direções: é possível reverter o cenário atual.

Integrantes do Boletim dos Cientistas Atômicos crêem na democracia. Acreditam na força da população. Seus participantes entendem que as pessoas podem e devem enfrentar seus representantes políticos, quando estes não atuam em prol dos interesses coletivos.

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