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Rússia, EUA e a Nova Guerra Fria

por Redação Momento Critico 10/05/2018

As tensões entre Rússia e EUA não são nenhuma novidade. Mas você sabia que, após anos de ameaças, os ânimos estão no limite entre as duas nações?

Saiba tudo sobre a relação entre Rússia e EUA, suas desavenças ao longo da história e como seus atritos atuais podem afetar a vida de todo o planeta!

Rússia e EUA

Como começaram as tensões?

Duas propostas de mundo. Dois sistemas econômicos. Duas nações de personalidade forte. Adicionando todos esses elementos à receita, o resultado não poderia ser diferente.

Mas você sabe como tiveram início os atritos entre duas das maiores superpotências do século XX?

Tudo teve início na década de 40, tempo em que os EUA eram um dos maiores símbolos do consumismo e capitalismo mundial, e a Rússia ainda fazia parte da conhecida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), referência global de bandeira comunista.

Explicar em poucas palavras o contexto social em que a Guerra Fria teve início é uma verdadeira missão impossível. De fato, há uma série de obras literárias que se ocupam unicamente de tais detalhes. Mas uma coisa é certa: Seus efeitos tiveram um impacto irreversível na humanidade!

Após o final da Segunda Guerra Mundial, as tensões entre Rússia e EUA aumentaram em muito, visto que ambas as nações almejavam mostrar que seu modelo de produção era melhor do que o da concorrência.

A expressão “Guerra Fria” é utilizada para designar a situação porque as duas potências nunca chegaram a entrar em um confronto armado, mas permanecem há décadas em uma espécie de “paz velada”, havendo grandes possibilidades de conflito a qualquer instante.

Albert Einstein, famoso físico alemão, disse certa vez: “Não sei com que armas a III Guerra Mundial será lutada. Mas a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras.

A frase de Einstein explica muito bem a ausência de ataques diretos entre os países, visto que a posse de bombas atômicas por partes de ambas as potências foi vital para evitar que o confronto direto não ocorresse.

Isso ocorreu porque uma possível guerra entre as nações só pararia com a total aniquilação do inimigo (e muito provavelmente de boa parte do planeta).

 

A Corrida Espacial nas Tensões Entre Rússia e EUA

Rússia e EUAAo final da década de 1950, a competição tomou um lugar decisivo nas tensões entre Rússia e EUA, chegando a irromper mesmo os limites do planeta Terra: Teve início, então, a famosa Corrida Espacial.

Essa fase foi marcada por empreitadas tecnológicas de ambos os países para garantir seu lugar como primeira nação a chegar ao espaço: De um lado, os cosmonautas russos; do outro, os astronautas americanos.

Movidos pela glória da conquista do espaço, os dois países criaram tecnologias que são utilizadas em nosso cotidiano ainda hoje, dentre elas:

  • TV por satélite
  • Telemedicina
  • Purificadores de água
  • Membros artificiais

Vencedores da Corrida Espacial, os EUA conseguiram enviar o primeiro homem à Lua em 1969. Entretanto, nas palavras do historiador americano, Gerard de Groot: “A URSS perdeu a corrida para chegar à Lua, sim, mas a contínua presença do ser humano em órbita se deve muito à determinação soviética e russa por conquistar o espaço”.

 

Crise dos Mísseis de Cuba

Em 1962, as tensões entre Rússia e EUA se acirraram devido ao episódio conhecido como “Crise dos Mísseis de Cuba”.

O entrave se deu quando os EUA instalaram mísseis na Turquia, país vizinho da União Soviética. Em resposta, a URSS posicionou mísseis em Cuba apontando para a potência norte americana.

Nenhum dos mísseis foi disparado, mas a situação serviu para gerar ainda mais tensão entre as potências e preocupação a nível global.

 

Tensões Entre Rússia e EUA Pós Guerra Fria

Com a vitória de Vladimir Putin no Kremlin e Bush na Casa Branca, Rússia e EUA passaram a desenvolver atritos ainda mais sérios. A Rússia se opôs fortemente à Guerra do Iraque e denunciou o avanço da OTAN no Leste Europeu.

Dirigentes russos afirmaram que as investidas norte americanas com relação ao gás e petróleo da Ásia Central eram uma violação da zona de influência russa no continente asiático.

Os EUA revidaram, afirmando que o governo de Putin era autoritário e que sua política rumava a um caminho contrário à democracia.

Em 2008, a Geórgia realizou – com o apoio dos EUA – uma invasão ao estado de Ossétia do Sul, pertencente à Rússia, o que enfureceu em muito o governo russo. Diante da crise diplomática, a Rússia enviou uma frota marítima à Venezuela, forte opositor do domínio norte americano.

Em 2016, os Estados Unidos tentaram invalidar as eleições russas, afirmando que estas eram fraudulentas. Putin respondeu, acusando Hillary Clinton de ter incitado tais denúncias com o objetivo de derrubar o regime político da Rússia.

Todas estas desavenças políticas corroboraram para o aumento das tensões entre Rússia e EUA, eclodindo nos episódios que estariam por vir, os quais geraram preocupação e medo no mundo todo.

 

Guerra da Ucrânia

A Guerra Civil da Ucrânia é um conflito armado que vem ocorrendo desde o ano de 2014 na região de Donbass. Trata-se de um confronto entre as forças separatistas das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk e o governo ucraniano.

Rússia e EUAOs EUA declararam apoio para reforçar as capacidades defensivas da Ucrânia. Em resposta, a Rússia afirmou que tal apoio iria “fazer novas vítimas” e causar “um banho de sangue” no país.

Segundo o governo americano, os russos apoiaram militarmente e financeiramente os separatistas, provendo:

  • Equipamentos;
  • Treinos;
  • Logística;

O governo americano justificou sua decisão, afirmando intenção de ajudar a capital ucraniana, Kiev, a assegurar a “soberania” de seu território em um contexto de disputa russo-americana sobre o conflito.

Atualmente, há um cessar fogo temporário, visto que a situação é considerada um impasse político.

Todavia há conflitos armados esporádicos, e as consequências do confronto já somam cerca de:

  • 10 mil mortos;
  • 24 mil feridos;
  • 2,4 milhões de civis que abandonaram suas casas.

Guerra na Síria

Em abril deste ano (2018), forças dos EUA, Reino Unido e França detonaram bombas na Síria. O ataque englobou mais de 100 mísseis e é considerado o primeiro esforço conjunto de países ocidentais contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

Rússia e EUAOs alvos dos mísseis seriam três supostos centros de produção de armas químicas, conforme justificado pelo Pentágono.

Ao longo dos sete anos de guerra na Síria, o presidente al-Assad vem contando com um importante aliado: a Rússia. Com a escalada de tensão após o uso das armas químicas, a Rússia advertiu os EUA contra a realização de ataques que pudessem desestabilizar a situação síria.

A preocupação atual é se o ataque à Síria pode levar a um conflito armado entre Rússia e EUA. Essa preocupação foi levantada em planejamento prévio da ação militar de envio dos mísseis.

“Não posso falar sobre retaliação, posso dizer que estamos prontos e estamos na região”, disse a porta-voz do Pentágono, Dana White. “Queremos soluções diplomáticas para o conflito sírio, mas as nações civilizadas não podem permitir o que aconteceu na Síria.”

A embaixada russa nos EUA divulgou nota após o ataque, afirmando que as ações realizadas pelo país norte americano não passarão impunes.

A nota possui um tom de ameaça e deixa claro que “insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível”.

Segundo a nota, “Um enredo pré-armado está sendo implementado. Novamente, estamos sendo ameaçados. Alertamos que tais ações não serão deixadas sem consequências”, o que aponta para um clima de tensão nunca antes visto entre os países.

Conclusão

As relações entre Rússia e EUA nunca foram boas. Mas, como diversos outros países, a nação ex-soviética não parece estar mais disposta a aceitar passivamente os ataques norte americanos, o que pode desencadear em um conflito de proporções globais.

E você? Acha que estamos próximos do estopim dessa guerra que vem se anunciando há décadas?

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