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Temporada de furacões, desastre que vem dos oceanos

por Redação Momento Critico 08/03/2018

Entre os grandes desastres naturais, vale destacar um dos maiores responsáveis pela destruição de cidades; os furacões. Provavelmente você já deve ter ouvido falar ou visto a respeito deles em algum noticiário e o rastro de destruição deixado por sua força.

furacões

Nas próximas linhas veremos um pouco mais a respeito destes desastres naturais. Por que os estudiosos costumam dizer temporada de furacões. Será que existe um determinado tempo de formação? Onde começam? Por que começam? E quais foram os maiores furacões registrados.

O que é um furacão

Segundo a Nasa, os furacões são tempestades em formato de redemoinho. Os ventos podem atingir velocidade de cerca de 119km/h ou superior.

Os furacões costumam se formar sobre as águas quentes dos mares, mas podem atingir terra firme. Quando isso acontece, os resultados podem ser catastróficos. Geralmente os furacões “puxam” uma parede de água do mar formando uma tempestade de chuvas intensas.

Furacões e suas categorias

Os furacões, assim como os terremotos, contam com uma escala que mede sua intensidade. Nos terremotos é a escala Richter, no caso dos furacões é a escala Saffir-Simpson Hurricane. Essa escala é dividida em cinco categorias.

  • Categoria 1: 119-152km/h, ventos nessa velocidade podem causar alguns danos.
  • Categoria 2: 154-177km/h, ventos nessa velocidade causam danos excessivos.
  • Categoria 3: 178-208km/h, ventos nessa velocidade causam devastação.
  • Categoria 4: 209-251km/h, ventos nessa velocidade causam catástrofe.
  • Categoria 5: 252km/h pra mais, ventos nessa velocidade tornam cidades inabitadas.

O período dos furacões

É estranho falar a respeito de temporada de furacões. Mas vale deixar claro que realmente existe um período em que eles são mais comuns em determinadas partes do mundo. A temporada do Atlântico geralmente acontece entre os meses de junho e novembro e podem chegar ao Caribe, México e Estados Unidos.

Os meses de agosto, setembro e outubro também são vulneráveis para essa força da natureza se mostrar presente.

Quantos furacões são formados por temporada?furacões

Mediante os estudos da National Oceanic & Atmospheric Administration, historicamente, as tempestades tropicais nomeadas foram de 11,7 em média, contando com ventos que podem chegar aos 118km/h. Desse número, cerca de 6,3 em média, acabam se fortalecendo durante o curso, tornando-se furacões. Destes dados, somente 2,4 em média, podem se transformar em um furacão categoria 3,4 ou 5 que são conhecidos como “major hurricane”. Destes 2,4, somente 1,7 em média, podem tocar o solo americano.

 

Por que os furacões são batizados com nomes?

Conforme a NHC (National Hurricane Center) a utilização de nomes curtos facilita na memorização. Por isso, na temporada de furacões, quando uma ou mais tempestades se formam, fica mais fácil distinguir um do outro.

Antigamente os furacões recebiam nomes de santos. À partir de 1954 passaram a receber nomes de pessoas, seja masculino ou feminino. Uma curiosidade a respeito da nomenclatura dos furacões. Em se tratando dos furacões do Atlantico, a lista de nomes é repetida a cada sete anos.

Alguns nomes sofrem mudanças quando ficam marcados como fatais, como no caso do Harvey, Irma e do Katrina, que serão substituídos da lista por terem sido grandes desastres naturais.

Eles estavam certos

No ano de 2017 os especialistas estimaram que haveria uma atividade de furacões maior que a esperada. Infelizmente, 13 das tempestades registradas, 7 se tornaram furacões e 4 aumentaram sua força tornando-se um “major hurricane” de categoria 3 ou mais.

Os furacões que marcaram 2017

furacõesSegundo o The Weather Channel, na temporada de 2017 aconteceu um fato inédito. Em 166 anos, jamais três furacões majors hurricane tocaram o solo americano na mesma temporada, ou seja, destruição atrás de destruição.

  • Harvey – categoria 4. Tocou o solo americano na cidade de Huston e além de um saldo de 70 mortos ainda deixou a cidade debaixo d’água.
  • Irma – categoria 4. Enquanto os noticiários falavam sobre o Harvey, um dos mais poderosos crescia em força no Atlântico, o furacão Irma. Depois de acabar com as ilhas do Caribe ao Nordeste, o Irma seguiu para Cuba, atingindo Flórida Keys e a costa oeste da Flórida. Por onde passou, deixou um rastro de destruição.
  • Maria – categoria 5. Depois da destruição do Irma foi a vez do furacão Maria, que devastou a ilha de Porto Rico, território pertencente aos Estados Unidos.
  • Jose e Nate. O furacão Jose se formou na mesma época do Irma, ficando em atividade por quatorze dias. Variando de categoria 3 e 4, mas não chegou a tocar o chão. Já o Nate, vindo da América Central, tocou o chão como categoria um, causando apenas inundação na cidade do Mississipi.

Miami na rota dos furacões

Um dos furacões que mais causou danos aos Estados Unidos foi o Andrew no ano de 1992, que atingiu o Sul da Flórida em agosto, deixando cerca de sessenta mil casas destruídas em Miami. Em outubro de 2005 foi a vez do furacão Wilma que chegou à cidade como categoria 4 e deixou danos  expressivos.

Em outubro de 2016, o estado ficou alerta pela aproximação do furacão Matthew que espalhou uma onda de destruição pelo Haiti. Por sorte, acabou ficando distante do litoral de Miami. Em meados de 2017 foi a vez de viver a possibilidade de destruição com o furacão Irma.

Miami versus Irma

Como as projeções indicavam a força dos ventos, quatro dias antes da chegada do Irma, uma grande parte dos moradores e visitantes de Miami estava evacuando a cidade. Cerca de seis milhões de pessoas deixaram suas residências em todo o estado. Alguns se dirigiram para os aeroportos da região, outros, enfrentaram vinte  horas de volante para chegarem nos estados do Alabama e Geórgia. A maior fuga de furacão registrada na história americana.

Mas o Irma acabou mudando de direção ao sair de Cuba, devastando as ilhas de Flórida Keys com ventos que foram registrados a 210km/h. O Irma seguiu a costa leste para o outro lado do estado, atingindo a cidade de Naples com ventos que chegaram a 228km/h. Causando prejuízos para os habitantes de Jacksonville e Tampa.

Mas a cidade de Miami não ficou ilesa por causa do Irma. Houveram algumas consequências de sua proximidade, os ventos que assolaram a cidade chegaram a 118km/h, danificando a vegetação e as deslumbrantes palmeiras. Milhares de placas e árvores caíram e o cartão postal da cidade, Miami Beach ficou repleto de sargaço.

Alerta de furacãofuracões

O National Hurricane Center conta com um avançado equipamento tecnológico que permite a detecção de tempestades tropicais ou ciclones com semanas de antecedência, podendo desta forma, avisar aos moradores da região para se precaver de um possível impacto de um furacão.

Ainda falando sobre o Irma, o aviso deste terrível furacão foi disparado uma semana antes de sua chegada. O governo da Flórida, em suas primeiras providências a respeito do furacão, pediu a evacuação das áreas de risco e ainda advertiu a população sobre a possibilidade de devastação da cidade. Solicitando o armazenamento de comida, água e gasolina.

Alguns dias antes da chegada do furacão, supermercados já anunciavam a falta de água. Para os moradores que não estavam nas áreas de risco, foi dado toque de recolher por dois dias, o anterior e o da passagem.

Furacões em 2018

O ano está somente no começo e tudo que temos que esperar sobre a temporada de furacões é que a tecnologia trabalhe a favor da humanidade para evitar uma catástrofe maior ainda. Vale lembrar que a natureza, por mais tecnologia que possuimos, pode surpreender a qualquer momento.

O início do ano foi muito frio no hemisfério norte, o que pode ocorrer com o verão? Se for um verão muito quente, poderá ocasionar, novamente, como foi em 2017, uma nova temporada recorde de furacões.

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