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Terremoto no Alasca de 7.9 não causou um grande tsunami – eis o motivo

por Redação Momento Critico 23/01/2018

No dia 23 de janeiro de 2018, um terremoto no Alasca de magnitude 7,9 atingiu o sudeste da ilha Kodiak no Golfo do Alasca. Provocou um alerta de tsunami que obrigou as pessoas a fugirem  para terrenos mais altos no meio da noite. Felizmente as ondas provenientes do terremoto tinham menos de um metro de altura. Os avisos foram cancelados um pouco depois das 4 horas da manhã. Então; por que o Alasca, neste caso, teve tanta sorte?

Terremotos e Tsunamis

Os poderosos terremotos que acontecem no mar são conhecidos por provocar tsunamis destrutivos. Em 2011, um terremoto de magnitude 9.0 no nordeste do Japão desencadeou ondas de até 38 metros, matando quase 20 mil pessoas . Em 2004, um terremoto igualmente forte na costa da Indonésia causou um tsunami que matou mais de 200 mil pessoas.

O Alasca também tem uma história de fortes terremotos. Em 1964, o estado experimentou o terremoto mais poderoso já registrado nos EUA , um tremor de magnitude 9.2 seguido de um tsunami que matou mais de 100 pessoas .

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NO ALASCA ESSE TIPO DE TERREMOTO NÃO É INCOMUM

Os terremotos ocorrem porque a crosta terrestre é dividida em placas. Estas placas podem mover-se suavemente uma contra a outra ou ficar presas. Quando elas ficam presas, elas acumulam pressão ao longo do tempo, até que um dia, as placas liberam essas tensões. Liberando energia que consequentemente, causa um terremoto.

Para o caso do terremoto do Alasca, ao sul, a placa do Pacífico está deslizando por baixo da placa norte-americana, uma área chamada zona de subducção. É por isso que o Estado é altamente sísmico.

O terremoto do Alasca do dia 23 de janeiro de 2018 aconteceu por causa de toda a tensão acumulada na zona de subducção. Mas, não ocorreu exatamente em uma falha, onde o fundo do mar do Pacífico está deslizando sob a placa norte-americana. Em vez disso, o terremoto ocorreu um pouco mais para o exterior da falha, em um lugar onde ela se move horizontalmente.

Este tipo de terremoto, tem menos probabilidade de desencadear grandes tsunamis. Provavelmente por este motivo que o Alasca viu apenas algumas marolinhas.

Quando os terremotos acontecem na zona de subducção, onde uma placa está empurrando para baixo enquanto a outra está subindo, daí sim, os tsunamis se formam. Para obter um tsunami, você tem que ter um movimento vertical substancial no fundo do mar.  Esses tipos de terremotos foram responsáveis ​​pelos tsunamis maciços no Japão e na Indonésia.

Alasca, 1964

Em 28 de março de 1964, o Golfo do Alasca foi devastado por um terremoto , de 9.2.

Aquele evento causou deslizamentos de terra em Anchorage e elevou algumas das ilhas periféricas em até 8 metros. O tsunami resultante atingiu alturas de 60 metros varrendo Valdez Inlet. 128 pessoas morreram neste evento, o que também causou danos de US$ 311 milhões.

Ao contrário do terremoto desta semana, esse tremor foi um terremoto do tipo “megassismo”, ocorrendo onde a placa oceânica desce sob uma placa continental no sul do Alasca.

Pequenos terremotos no Alasca podem continuar por semanas ou meses. Se os terremotos acontecerem à partir do mesmo local que a noite passada, então não devem ser esperados grandes tsunamis. Mas, como o estado fica no limite da placa Pacífico-Norte da América, é normal que novos terremotos aconteçam no futuro.

Quando e onde, exatamente?

Isso é impossível dizer.

Os terremotos são tão complicados que os cientistas não conseguem prevê-los – pelo menos ainda não.

Como não podemos prevê-los, tudo o que podemos fazer é estar preparados.

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