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Terremoto – o apocalipse que vem de baixo

por Redação Momento Critico 02/03/2018

Um terremoto é ocasionado por alterações no interior do planeta. Seja devido às erupções vulcânicas ou movimento das placas tectônicas.

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É comum, diante de um ocasional abalo sísmico, ouvirmos sobre escalas e magnitudes, não é verdade? Você sabe como é dimensionado um terremoto? Quais as consequências de um terremoto em uma escala mais elevada? Neste artigo você saberá mais a respeito desses acontecimentos que podem alterar a vida de milhares de pessoas em diversos países.

 

A Escala Richter

 

A estimativa de magnitude de um abalo sísmico é uma maneira de comparar estes sismos e sua força e energia. O tempo de abalo não entra nas equações para o cálculo da magnitude. A magnitude é avaliada conforme o deslocamento e amplitude dos gráficos do sismógrafo. O índice final é determinado após a correção da distância entre o sismógrafo e o epicentro.

 

Em teoria; esses cálculos de magnitude deveriam estar de acordo com as diversas estações sísmicas. Contudo, são registradas diferenças entre um sismo e outro. Isso ocorre devido aos diferentes caminhos das ondas que são captadas pelos sismógrafos.

 

O desenvolvedor da escala Richter foi Charles Francis Richter, físico e sismólogo que, juntamente com, Beno Gutenberg , criou o conceito com base em estudos dos sismos que acometeram o estado da Califórnia.

Segundo a escala Richter, desenvolvida em 1935, um tremor de grau 2 é o mínimo que podemos sentir, ou seja, um ligeiro tremor.

 

A escala Richter é logarítmica justamente para cobrir um maior número de magnitude de sismos. Cada número representa um aumento relevante de dez vezes na amplitude das ondas e um aumento de trinta vezes na energia propagada.

 

A escala Mercalli e a intensidade do sismo

 

Esta escala  é utilizada para medir e classificar o grau dos sismos. Geralmente é calculada após uma inspeção dos estragos causados pelo sismo e outros efeitos. Normalmente os sismos contam com mais força em seus epicentros e vão diminuindo conforme a distância.

 

Atualmente, a escala de Mercalli se encontra em desuso, sendo a de Richter mais utilizada. As intensidades na escala de Mercalli são apresentadas em algarismos romanos e são descritivas. Para o cálculo da intensidade são feitos alguns questionamentos e recolhidos dados dos danos sísmicos, realizados por especialistas.

 

Mediante tais informações é realizado um mapa isosismal que é formado por linhas que circundam as áreas atingidas, ou seja, em volta do epicentro. Com essa informação é possível calcular a profundidade e magnitude.

 

Como citamos as particularidades da escala de Mercalli. Por ela ser descritiva. Veremos logo abaixo as descrições de cada mediação e seus graus.

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A Escala de Mercalli

 

  • Imperceptível grau I: como o próprio nome já diz, é um abalo que não é sentido.
  • Muito fracograu II: é um abalo que pode ser sentido nas pessoas que estiverem repousando em andares elevados dos edifícios.
  • Fraco – grau III: – costuma ser sentido dentro de casa e tem como consequência o balançar dos móveis, bem semelhante aos locais que costumam ter carros pesados transitando. É possível calcular a duração, mas não é considerado um sismo.
  • Moderado – grau IV: os carros estacionados balançam, os vidros e janelas tintilam, as casas de madeira rangem, portas, janelas, louças tremem. Pode ser comparado a passagem de veículos muito pesados;
  • Forte – grau V: pode ser sentido fora de casa, as pessoas neste grau podem ser acordadas devido ao tremor, os objetos em descanso em superfícies retas, balançam e caem, os quadros se movem e tudo que está pendurado na parede pode cair.
  • Bastante forte – grau VI: neste grau é comum as pessoas correrem para a rua alarmadas, a força é tão grande que tudo dentro de uma casa vai ao chão, é possível ver as árvores e outros balançando mediante ao tremor, algumas casas podem ter como consequência danos em sua estrutura.
  • Muito forte – grau VII – Com essa tremor é muito difícil se manter de pé, os objetos pendurados caem, as mobílias se quebram, telhados caem, paredes racham, podendo cair rebocos, é possível romper represas e causar imenso alvoroço em toda proximidade do epicentro.

Pânico geral

  • Ruinoso – grau VIII – problemas na condução dos automóveis, quedas de casas, monumentos, caixas de água, as estruturas se movem sobre suas fundações caso não tenham ótimos alicerces, paredes se partem, muros caem, mudanças na temperatura da água e algumas fraturas no chão.
  • Desastroso – grau IX – pânico geral, a maioria das fundações caem, ruas se partem, automóveis causam trânsito e acidentes, fendas se abrem no solo.
  • Destruidor – grau X – a maioria das instalações são destruídas, danos em barragens e represas, desmoronamento de terrenos, colapso fluvial e vias férreas levemente deformadas;
  • Catastrófico – grau XI – as vias de trem são deformadas e as canalizações subterrâneas são terrivelmente avariadas;
  • Danos totais – grau XII – e no último lugar os danos totais que, podemos dizer que seria a soma de todos os demais graus, ou seja, um verdadeiro estado caótico de destruição.

 

O Big One

 

Para uma parte da população mundial, terremotos não fazem parte da rotina do planeta. Já para a costa leste americana, eles são muito comuns, no entanto, a maioria dos abalos são tão fracos que mal são percebidos. Segundo os estudiosos são registrados anualmente cerca de trinta mil tremores.

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Todavia, de 2014 para cá, passaram a serem registrados tremores que tem trazido preocupação dos especialistas no assunto. Algum tempo atrás um tremor causou alvoroço na região de Los Angeles. Um tremor não observado desde 1994. Os últimos registros sísmicos chegaram a ultrapassar a marca de 4.0 graus na escala Richter.

 

O terremoto de Northridge, em 1994, atingiu a marca de 6.7 graus. Causou a morte de 57 pessoas, deixou 5 mil feridos. Mas desde então não foi registrado outro tremor maior que 4.0. Os tremores constantes, mesmo sendo imperceptíveis, têm deixado os especialistas de prontidão. Afinal de contas, pequenos tremores podem ser um aviso de outro muito maior que está por vir, é o esperado Big One.

 

Alguns especialistas esperam que o Big One possa estar na escala 8.0 ou superior e estimam que possa levar a óbito vinte mil pessoas. Essa possibilidade não tem a ver com nenhum cientista apocalíptico. É baseada na observação da grande falha de San Andreas que conta com uma instabilidade e ainda com um afastamento das placas de 1300 quilômetros de extensão. Uma falha localizada justamente na Califórnia.

 

Los Angeles em perigo

 

Um estudo recente levado adiante pela Universidade de Stanford e do MIT, afirma que o Big One pode atingir a falha de San Andreas nas proximidades de Palm Springs e, como consequência, as ondas sísmicas poderão atingir o coração de Los Angeles.

 

Segundo os especialistas, mesmo sendo uma probabilidade, acreditam que os primeiros vinte minutos seriam cruciais para tentar sobreviver. Depois desse tempo os problemas, devido a um tremor dessa magnitude, trariam desgraça para os habitantes da cidade, como: quedas de árvores, vazamento de gás e consequentemente, incêndios.

 

Segundo o jornalista, Doug Smith, que cobriu as notícias dos maiores terremotos e que esteve em Northridge em 1994. Terremoto cujo epicentro foi próximo de uma universidade e ocorreu às 4h30min da madrugada. Constatou que vários produtos tóxicos da universidade acabaram vazando. Se fosse em horário de pico e de aulas na faculdade, muitas pessoas poderiam ter morrido.

 

Uma das grandes preocupações da cidade de Los Angeles é, se um terremoto dessa magnitude atingisse a cidade, uma grande parte dos edifícios não aguentaria o tremor, pelo simples fato de terem sido construídos antes de 1975. Segundo estudiosos, cerca de 5% dos prédios podem desabar completamente mediante um terremoto de grandes proporções.

 

Hoje em dia, profissionais estudam maneiras para evitar que prédios desmoronem com os tremores. Como por exemplo, a injeção de concreto em forma de haste em determinadas partes para evitar o desmoronamento. Essa intervenção pode chegar até 5% do valor do edifício. Os especialistas, a respeito do Big One, dizem que ele vai acontecer, só não sabem exatamente quando.

 

A possibilidade de um maior número de tremores

 

Levantamento realizado pelo U.S. Geological Survey, diz que o aumento dos tremores se dá justamente pela intensificação de extração de petróleo. Como sabemos, tudo neste mundo ocupa o lugar que deve ocupar. Quando acontece uma retirada muito grande de determinado produto ou corpo, naturalmente, haverá uma reorganização para ocupar aquele espaço. A comunidade científica não defende essa hipótese, pois não tem fundamentação científica.

 

Terremoto no Chile

 

Em 1960, na cidade de Valdívia, no Chile, um terremoto de 9,5 graus na escala Richter ceifou a vida de 5,7 mil pessoas. Foi o maior terremoto registrado na história mundial. Além da destruição causada pelo terremoto, gerou um tsunami tão intenso que chegou às costas do Havaí e Filipinas. No Havaí mais 61 mortes por afogamento e nas Filipinas, 32 mortes.

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O terremoto alterou a geografia em mil quilômetros quadrados no litoral do Chile. Mas esse não foi o primeiro da história do país. O primeiro registro de terremoto em grandes proporções ocorreu em 1822, em Valparaíso e outro em 1835, que foi acompanhado por um maremoto em Concepción. Entre 1854 e 1859 a cidade de Copiapó foi vitimada por grandes tremores.

 

Outros tremores históricos ocorreram no país, como os de Arica, nos anos de 1868 e 1877. Em 1906 Valparaíso, Chillán em 1920, Arauco em 1934 e, em 1939 um terremoto que causou a morte de 30 mil pessoas em Talca e Bio-Bio. Vale destacar que o Chile é um país que se encontra localizado bem em cima de uma das placas tectônicas e por esse motivo o país é frequentemente vítima desses desastres.

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