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O mistério de Tunguska

por Redação Momento Critico 06/04/2018

Era uma manhã de verão como qualquer outra em Tunguska na Sibéria. Pelo menos até o momento que os moradores daquele local presenciaram um dos maiores e inesperados fenômenos do mundo. Subitamente, o céu foi tomado por uma claridade anormal e a terra testemunhou a fúria que veio das alturas.

Tunguska

Você provavelmente sabe da história da bomba de Hiroshima e as consequências de sua detonação. A explosão que aconteceu em Tunguska, na Sibéria foi quase mil vezes mais poderosa do que a bomba mencionada.

Imagine as consequências dessa explosão. Por sorte, o local onde aconteceu não era habitado. Caso contrário, seria uma hecatombe de proporções bíblicas, como a que ocorreu na era dos dinossauros.

O dia ficou marcado na história do planeta. 30 de junho de 1908, mais de 2.000 km quadrados foram destruídos. Cerca de 80 milhões de árvores. Isso sem mencionar os animais que habitavam o local. Renas, lobos, raposas, ursos e muitos outros caíram juntamente com a vegetação do local. A natureza no local, até hoje não se recompôs.

Apesar da região não ser habitada, existem testemunhas sobre o fato ocorrido, pois foi sentida por pessoas que estavam a 65 quilômetros de distância da explosão em Tunguska. Uma testemunha relata que foi arremessada por alguns metros pela força da explosão, que um barulho ensurdecedor se fez ouvir. O céu pareceu se partir em dois.

Os estudiosos afirmam que esse evento explosivo é o único registrado em nosso tempo. Acredita-se que na época dos dinossauros houveram eventos semelhantes ou até mesmo piores, contudo, registrado em nosso tempo; apenas esse.

O choque com o planeta foi tão grande que pessoas na Europa e na Ásia relataram ter sentido os efeitos do evento. Algumas mencionam ventanias intensas, ondas de calor, tremores de terra, estrondos que deixariam qualquer mega trovão no chinelo. Outros ainda dizem terem avistado uma bola de fogo esfumaçada no horizonte.

Para você ter uma ideia melhor da proporção desse evento, o anoitecer foi invadido por uma claridade que durou muito tempo. Em Londres, por exemplo, você podia facilmente ler um jornal sem ligar a luz. Até mesmo do outro lado do mundo; nos Estados Unidos, no observatório Smithsonian registraram uma latente diminuição na transparência da atmosfera.

 

O que pode ter causado isso tudo em Tunguska?

 

TunguskaComo não podia deixar de existir, ainda mais depois de um evento dessa proporção, especulações e estudos não faltam sobre o que aconteceu em Tunguska. A primeira expedição aconteceu dez anos depois do evento. Foi liderada pelo geólogo Leonid Kulik. Ele não conseguiu chegar ao ponto exato e acabou deduzindo que foi a queda de algum meteorito.

A União Soviética se interessou pelo assunto e, imaginando que poderia se tratar de algum material que pudesse ser comercializado. Financiou uma nova expedição. Em 1927, essa expedição chegou ao local, mas para a surpresa de todos, não havia cratera alguma que provasse a especulação da queda de um meteorito.

Os cientistas que compareceram ao local puderam estimar a força da explosão. Compararam  com a de cerca de 10 a 15 milhões de toneladas de dinamite, ou seja, foi uma grande explosão que, segundo eles, provavelmente aconteceu no ar, há aproximadamente 8 km da superfície do planeta.

Na história houve algo semelhante. Porém, não na mesma proporção. Segundo os cientistas, estudaram um fato semelhante que aconteceu no rio Coruça, no Amazonas em 1930. Naquele evento a força da explosão foi comparada com a quantidade de um milhão de toneladas de dinamite.

Com a hipótese do meteorito descartada, não havia outra explicação para o que aconteceu no local. Depois de muita deliberação dos cientistas e de ouvir as testemunhas a respeito de uma imensa bola de fogo, a maioria concordou que, a possibilidade de um pedaço de cometa ter se chocado era possível e viável.

 

Cometa ou asteroide?

 

Geralmente os cometas são formados por gelo um pouco de amônia e gás metano. Segundo os estudiosos, acredita-se que, quando uma parte do cometa se desprendeu, o fragmento cometário ao se chocar com a atmosfera causou uma reação em cadeia e por isso, a bola de fogo e a força arrasadora sem sequer tocar o solo. Esse fato é algo possível e não deixa cratera alguma.

TunguskaPara provar essa hipótese foram enviadas ao local, expedições para estudar o solo em 1950. O que encontraram foram micro diamantes, partículas de vidro (sílica) e uma alta densidade de níquel e irídio, com isso, comprovaram essa possibilidade e também, devido ao irídio, sua origem extraterrestre.

Os estudos ao evento de Tunguska não pararam por aí. Em 2007, um grupo de estudiosos equipados com supercomputadores, seguindo os cálculos encontrados, recriaram em três dimensões o evento e os resultados foram simplesmente assustadores.

Antes da simulação acreditava-se que o evento havia sido criado por um cometa enorme do tamanho de um campo de futebol com um peso equivalente a um milhão de toneladas e com uma velocidade de 108.000 km/h, mas, segundo a simulação um pequeno asteroide causaria o mesmo resultado.

Esse estudo que foi elaborado pelo laboratório Sandia melhorou suficientemente a ideia do mecanismo de explosão. Em contrapartida, jogou sobre o planeta o terror a respeito de um novo caso semelhante, em vista que, temos um grande número de asteroides e cometas terrivelmente perigosos no espaço próximos ao planeta. A nós, por enquanto, com nossa atual tecnologia, só nos resta torcer para que não presenciemos outro evento com tamanho poder de destruição.

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